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	<title>Interpreta &#187; Interpreta |  &#187; verdade revelada</title>
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		<title>Neuromarketing: o pensamento do consumidor revelado</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2015 19:36:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Magalhães]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se investiga comportamento do consumidor, uma máxima costuma estar presente: a diferença que encontramos entre a “<strong>verdade declarada</strong>” e a “<strong>verdade revelada</strong>”. Essas duas verdades revelam faces de um mesmo consumidor. <strong>Verdade Declarada</strong> é o que o <strong>consumidor fala</strong> quando questionado sobre seus hábitos, seus comportamentos. E <strong>Verdade Revelada</strong> é como o <strong>consumidor age</strong> no momento da escolha, da decisão. Algumas vezes há divergência entre o que declaramos e como agimos, e isso não necessariamente quer dizer que o consumidor mentiu sobre seu comportamento. As duas informações não são chamadas de verdade a toa. O que se percebe é que existe uma diferença entre supor, prever, o seu próprio comportamento numa decisão futura e o momento em que a decisão ou a escolha tem que acontecer. Diante desse impasse, surgiu a neurociência com tecnologias para mapear o pensamento do consumidor, sem a necessidade da declaração.</p>
<p><strong>É disso que trata o neuromarketing. Investigar processos de decisão não declarativos e não conscientes com tecnologias que entreguem ao profissional de marketing uma nova leitura do comportamento do consumidor.</strong></p>
<p>Segundo Daniel Kahneman, Prêmio Nobel de Economia, nossa forma de pensar está dividida em dois sistemas: O primeiro é rápido e instintivo, emocional, associativo e difícil de controlar. Já o segundo é consciente, exige raciocínio, é lento, trabalhoso, usado para tarefas exigentes e complexas.</p>
<p>A questão principal é que a maioria das nossas decisões são tomadas pelo primeiro sistema, pelo rápido e instintivo, mesmo as decisões que julgamos exigentes e complexas, como a compra de um carro, são muito ancoradas pelo processamento do primeiro sistema.</p>
<blockquote><p>Quantas vezes você comprou uma peça de vestuário se convencendo de que havia necessidade, e o seu armário cheio de roupas? Quem está por trás dessas decisões é o cérebro instintivo, emocional. Ainda que o cérebro consciente, mais racional, tenha trabalhado para “criar” uma história de convencimento sobre a “necessidade” de comprar aquela roupa.</p></blockquote>
<p>Atualmente, as tecnologias desenvolvidas pela neurociência são capazes de mapear o tráfego de estímulos no cérebro e com isso revelar o real processo de decisão. No Brasil, os laboratórios de tecnologia aplicada utilizam mais fortemente duas abordagens:</p>
<p><strong>Eye Tracking</strong>: que trata do rastreamento do olhar quando exposto a um estímulo, um comercial de televisão, por exemplo. <strong>Quais são as áreas de maior visualização? Quanto tempo ficou detido em cada área?</strong> São perguntas como essas que podem ser respondidas por esse sistema de monitoramento. Outras medidas também podem ser realizadas em alguns aparelhos como a <strong>pupilometria</strong>, variação da dilatação das pupilas, <strong>que indica excitação cognitiva ou emocional</strong>.</p>
<p><strong>Eletroencefalografia (EEG)</strong>: mede a atividade elétrica do cérebro a partir de sensores instalados sobre o couro cabeludo do indivíduo pesquisado. Essa leitura permite levantar níveis de atenção, engajamento emocional e potencial de memorização do estímulo exibido.</p>
<p>Geralmente, as duas abordagens descritas acima são utilizadas em conjunto para avaliar a efetividade de peças publicitárias. Janaína Brizante, diretora de Neurociência da Nielsen Neuro, declarou em recente entrevista para a Revista da ESPM: “O que fazemos é mostrar que a campanha funciona, mas dá para melhorar nos pontos a, b ou c. Normalmente, o desempenho dos anúncios é bom ou regular, com pontos de melhora. Em várias ocasiões, quando testamos e apresentamos esses pontos, a campanha é revisada, e conseguimos medir o acerto, que aparece bem feito num segundo teste”.</p>
<p>Conclusão: as tecnologias aplicadas da neurociência, apesar de ainda pouco utilizadas, vão nos possibilitar conhecer muito mais sobre nós mesmos, nossos processos decisórios, sobre os estímulos que nos governam mesmo sem a nossa consciência. Entretanto, elas sozinhas não carregam a tábua da salvação. Como são aplicadas hoje, essas tecnologias possuem limitações, como o local onde o teste de atenção é realizado: um ambiente sem qualquer outro estímulo, muito diferente da forma como somos impactados no dia-a-dia por peças publicitárias, e finalmente, a dificuldade de extrapolar resultados para todo o universo de consumidores, uma vez que o número de indivíduos pesquisados é sempre muito pequeno.</p>
<p>Penso que melhores resultados serão alcançados sempre que vários métodos de pesquisa forem combinados. Outras leituras podem e devem nos ajudar, como a leitura corporal do shopper no ponto-de-venda. As ciências sociais também, com a extração de significados e símbolos que utilizamos para contextualizar nossa vida, e assim por diante.</p>
<p><strong>Quando se trata de conhecermos sobre nossas decisões, ainda temos muito o que avançar.</strong></p>
<p style="text-align: right;">Foto – Divulgação: www.eyetracking-glasses.com</p>
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